“A inteligência artificial é um progresso incrível no nosso planeta, mas quando nós chegamos nas artes, o ser humano ultrapassa qualquer tecnologia”, disse o maestro João Carlos Martins no domingo, depois de uma apresentação da Bachiana Filarmônica do SESI-SP, em que “dividiu” a regência com o robô Unitree G1.
Eu não estava na Av. Paulista para assistir pessoalmente, mas vi alguns vídeos e não resta dúvida: a eficácia pode ser tecnológica, mas a emoção é humana. O robô humanoide regeu com precisão. Fez exatamente o que foi treinado para fazer.
Mas quando o maestro João Carlos Martins assumiu o posto e deu continuidade à peça, foi que o público notou o contraste entre a precisão tecnológica e a intensidade da interpretação humana.
O maestro sempre me emociona, pois me remete ao meu tempo de estudante de música no conservatório em Campinas, quando tive o privilégio de tocar sob sua regência, lá nos anos 80. Mas dessa vez ficou ainda mais evidente seu talento.
Se o robô executa, o humano interpreta. O robô até chama a atenção, pela novidade, mas quem permanece é o humano.
E isso diz muito sobre o momento que estamos vivendo. A IA está ficando cada vez melhor no “fazer”. Mas o que continua raro é o “sentir”, o “interpretar” e o “dar sentido”.
Ou, como bem resumiu o maestro: “É possível observar claramente a importância da alma em uma execução musical. Afinal, a ciência cura o corpo, mas as artes curam a alma”.
No fim, não é o movimento perfeito que nos conecta. É aquilo que vem carregado de história. E isso, por enquanto, segue sendo profundamente humano.
Execução x Emoção

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Ana Paula Zamper
Depois de mais de 30 anos de experiência no mercado de tecnologia, eu decidi abandonar o sobrenome corporativo e fundar a ByAZ. Junto com essa novidade, veio uma grande vontade de escrever e dividir meus pensamentos com você. Bem-vindo ao meu blog!
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